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quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Africa do Sul
É um pais muito heterogénio do ponto de vista natural marcado por grandes tragedias humanitarias . Seu grande desafio e superar as sequelas do imperialismo europeu e rumar para a intregação entre suas naçãoes . Bom a Africa como um pais tem seus poblemas e como todo poblema de seu pais e o poder e o egoismo do homem milhares de crianças estão com fome e ploposta a doenças como , HIV e doeças tropicais como a MALARIA e a EBOLA . Mais em fim o ser humano so tem na cabeça poder ganhar dinheiro luxuria que esquece do procimo eu era mais ou menos assim vendia droga e armas tenho so 15 anos pença e hoje to aqui preocupado como um pai e preocupado com o filho odeio guerra quem não odeia voçes sabem que toda guerra a uma concequencia na Africa existe milhares de pessoa passando fome se voçe fo la conta ate perde a conta de tanta pessoa. Bom eu espero que meu blog mude alguma coisa nunca fiz um blog nem sei quase nada daqui so quero ajuda aqueles que precisa .
a nova guerra na africa
A nova guerra na África
A intervenção militar da França no Mali, uma ex-colônia no oeste africano, é o resultado da ascensão de grupos extremistas islâmicos. Eles tomaram o norte, no deserto do Saara, e começaram a avançar rumo à capital, Bamako
FILLIPE MAURO
O mais novo foco de preocupação do Ocidente com o extremismo islâmico encontra-se na África, mais especificamente no Mali, uma ex-colônia francesa no oeste africano. O extremismo islâmico no continente, outrora concentrado na região conhecida como Chifre da África, começou a se disseminar pelas áreas inóspitas e pouco vigiadas do Deserto do Saara. Chegou ao Mali e se fortaleceu a tal ponto que os radicais derrubaram o governo, assumiram o controle do desértico norte, chamado de Azawad, e partiram em direção à capital, Bamako. Após um pedido de ajuda das autoridades malinesas, a França iniciou na semana passada uma operação de combate aos extremistas, focada em ataques aéreos.
A guerra já matou ao menos cem militantes islâmicos, dez homens do Exército do Mali e um militar francês, que pilotava um helicóptero abatido pelos radicais. Apesar dos bombardeios franceses, os grupos islâmicos já tomaram uma cidade fora do Azawad: Diabaly. As dificuldades no front devem forçar a França a aumentar seu contingente e estender sua permanência no país, sob um apoio ainda tímido de outras potências ocidentais.
Confira abaixo o quadro sobre o conflito, com as movimentações da França e dos extremistas, e um histórico das turbulências enfrentadas pelo Mali.
Confira abaixo o quadro sobre o conflito, com as movimentações da França e dos extremistas, e um histórico das turbulências enfrentadas pelo Mali.
guerra na africa
O novo governo, apoiado pelos soviéticos, enfrenta guerrilhas nas províncias de Eritréia e Tigre. No leste, explode também uma guerra com a Somália, que reivindica a província de Ogaden. Milhares de pessoas são forçadas a se retirar. Vêm para estes acampamentos juntar-se às vítimas da seca endêmica causada pelo desflorestamento e pela erosão do solo. Embora seja possível a perfuração de poços de água, os etíopes ainda não possuem os meios para isso. As fontes subterrâneas de água continuam inexploradas pelos fazendeiros mal equipados. A guerra é o maior obstáculo para resolver o problema da fome. Para combater os guerrilheiros, o governo gasta mais de um milhão e meio de dólares comprando armas dos soviéticos. Tal procedimento não ajuda a encorajar a assistência do Ocidente, que teme ver o seu dinheiro convertido em munição. Por outro lado, os guerrilheiros de Tigre e Eritréia destróem grandes quantidades de alimentos enviados pela comunidade internacional porque, como dizem, os estoques foram transportados com a ajuda do governo.O coronel Mengistu tenta resolver o problema deportando seiscentas mil famílias das regiões montanhosas do norte para o sul, cerca de três milhões de pessoas. Milhares delas morrem no caminho; outras não conseguem se adaptar ao novo clima e modo de vida.O regime arcaico de Hailé Selassié durou 44 anos. O governo de Mengistu chega ao fim em 1991, após quatorze anos de ditadura. Ainda que a paz se aproxime da Etiópia, será difícil recuperar o tempo perdido em uma das mais longas guerras da África moderna. Durante anos, o desenvolvimento foi relegado ao segundo plano em favor da luta pelo poder político. Nesse período, o deserto continua o seu avanço inexorável, com milhões de etíopes vivendo um inferno na Terra.
africa do sul conflitos
Africa do Sul um continente com confritos tambem como Afeganistão e Pacstão a Africa como outros continentes existe varias tradições....
A França iniciou no dia 11 de janeiro uma intervenção militar em Mali, na África, para deter o avanço de rebeldes islâmicos, que já controlam parte do país africano. Mali é uma antiga colônia francesa e um dos países mais pobres do mundo, com metade da população de 12 milhões de habitantes vivendo abaixo da linha de pobreza.
Em março do ano passado, grupos ligados à rede terrorista Al Qaeda iniciaram um levante, após um golpe de Estado que derrubou o governo local. Eles conquistaram a região norte do país, localizada no meio do deserto do Saara, e ameaçavam chegar à capital, Bamako.
O governo do socialista François Hollande justificou a operação com o risco de Mali se tornar um foco de grupos terroristas, como o Afeganistão, nação asiática ocupada há 11 anos pelos Estados Unidos.
A França mantém relações comerciais na região e, atualmente, possui oito cidadãos reféns dos insurgentes de Mali. A Europa teme ataques terroristas em represália à invasão francesa. Já a ONU estima que 4,2 milhões de malianos imigrarão por causa dos combates e, desta forma, precisarão de ajuda humanitária.
O roteiro da guerra civil em Mali é o mesmo de todos os conflitos na África nas últimas décadas: um país pobre sofre um golpe militar, que resulta em lutas sangrentas e população massacrada pela fome. O único elemento novo nessa trama é a atuação de radicais islâmicos, que assumiram o lugar das guerrilhas comunistas nos tempos da Guerra Fria.
A África é o segundo maior e mais populoso continente do mundo. É também o continente com maior número de conflitos duradouros em todo o planeta, de acordo com a ONU. De um total de 54 países que compõem a África, 24 encontram-se atualmente em guerra civil ou em conflitos armados, de acordo com um levantamento do site Wars in the World.
As batalhas mais devastadoras ocorrem, hoje, em Ruanda, Somália, Mali, República Centro-africana, Darfur, Congo, Líbia, Nigéria, Somalilândia e Puntlândia (Estados declarados independentes da Somália em, respectivamente, 1991 e 1998). Esses combates envolvem 111 milícias, guerrilhas, grupos separatistas ou facções criminosas.
Os países em guerra ficam na chamada África Subsaariana, que compreende os territórios que não fazem parte da África do Norte e do Oriente Médio. A região é caracterizada pela pobreza, instabilidade política, economia precária, epidemias, baixos indicativos sociais e constantes embates entre governos e rebeldes.
São disputas que, neste século 21, carecem de contornos ideológicos ou claras motivações sociais e políticas. Distinguem-se, portanto, do movimento popular da Primavera Árabe.
Genocídios
No final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), movimentos nacionalistas e anticolonialistas travaram guerras para conquistar a independência das nações africanas. Nos anos 1970 e 1980, sucessivos golpes militares e disputas étnicas impediram a continuidade política e, consequentemente, o desenvolvimento da região.
De modo geral, as guerras africanas não são guerras entre países, mas conflitos internos. Eles têm como principais causas a falência do Estado, batalhas pelo controle do governo e a luta por autonomia de grupos étnicos.
O que mais chama atenção, contudo, é a brutalidade dessas disputas, sobretudo aquelas travadas após os anos 1990. Genocídios, massacres, estupros em massa, exército de crianças e extermínio de comunidades inteiras com facões e machados compõem a barbárie. A fome é outro instrumento usado pelas facções, que destroem as plantações e expulsam populações de seus lares.
Diferente das guerras no século 20, os atuais conflitos africanos matam, em 90% dos casos, civis, não militares.
A Segunda Guerra do Congo é considerada o conflito armado mais letal desde a Segunda Guerra Mundial. Em 2008, 5,4 milhões de pessoas foram mortas, a maioria de fome. Ruanda foi palco de um dos maiores genocídios da história do continente. Em apenas cem dias, entre os meses de abril e junho de 1994, 800 mil pessoas foram mortas no país, a maioria da etnia tutsi.
Em Darfur, desde 2003 os conflitos deixaram cerca de 400 mil mortos, segundo estimativas de ONGs, e 2,7 milhões de refugiados, gerando uma das piores crises humanitárias deste século.
Refugiados
Outra consequência dos conflitos é a expulsão de milhares de pessoas para campos de refugiados. Isso provoca, por sua vez, uma crise humanitária, com a proliferação de doenças e a fome que dizimam a população.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR, na sigla em inglês) calcula em 43,3 milhões o número de pessoas expulsas de seus países, em todo o mundo, sendo que 15,2 milhões delas têm o status de refugiados. Afeganistão e Iraque, países ocupados pelas forças americanas no começo deste século, possuem o maior número de refugiados, seguidos de Somália e Congo. O maior campo de refugiados no mundo fica no Quênia, com 292 mil pessoas.
Mesmo com a ajuda humanitária, os países em guerra não conseguem se reconstruir. Ao final dos combates, a pouca infraestrutura existente e serviços foram devastados, atrasando ainda mais o progresso econômico. Teme-se que a guerra em Mali componha a mesma narrativa.
FIQUE LIGADO
| Em primeiro lugar, vale a pena conhecer o contexto africano sob o ponto de vista da geografia humana para situar o conflito, que ee um dos muitos que afligem a África. Em segundo lugar, não esquecer que por trás da situação em Mali está o terrorismo islâmico e a Al Qaeda, um tema que, infelizmente, tem sido sempre atual. Finalmente, como a História da África é uma disciplina que ganha importância nos currículos brasileiros, não se pode deixar de lembrar de um período em que Mali foi o que se chamaria hoje de um país emergente. |
aboliçao da escravatura
Abolição da Escravatura
AS PRESSÕES INTERNAS E EXTERNAS CONTRA A ESCRAVIDÃO; A PRESSÃO DA INGLATERRA; AS LEIS ABOLICIONISTAS E A LIBERTAÇÃO DOS ESCRAVOS
Introdução
Nas primeiras décadas do século XIX algumas personalidades se pronunciaram contra a escravidão, mas não eram ouvidas, porém após a Guerra do Paraguai a sociedade assumiu posições abolicionistas.
Guerra do Paraguai
A Guerra do Paraguai foi fundamental para a mudança de posição em relação a escravidão isso deveu-se a fatores, como:
- a participação dos negros na Guerra do Paraguai;
- a bravura demonstrada por eles nas batalhas.
Ampliação de mercados consumidores
A classe média (industriais e comerciantes) tornaram-se a favor da abolição da escravatura, porque viam nisso a possibilidade de ampliação dos mercados consumidores, pois acreditavam que o assalariamento dos negros libertos os tornariam consumidores.
Café do Oeste Paulista
A cultura do café foi implantada no Brasil durante o segundo império e sempre utilizou mão-de-obra escrava. Porém uma experiência inovadora no Oeste Paulista irá mudar esse panorama.
Os cafeicultores do Oeste de São Paulo estavam utilizando mão-de-obra livre e com isso obtiam mais lucros, o imigrante que vinha trabalhar na cultura de café recebia seu salário por empreitada e assim empenhava-se mais no plantio e colheita do café.
Escravo prejudicial para uma economia moderna
Além dos fatores já citados, deve-se ter em mente que a escravidão era prejudicial para uma economia que estava enfrentando um processo de modernização e dinamização.
Pressões externas contra a escravidão
A escravidão enfrentava, pressões externas, principalmente da Inglaterra para que ocorresse a libertação dos escravos.
Pressões da Inglaterra
A Inglaterra, uma das nações mais poderosas da época, era a que mais pressionava o Brasil para abolir a escravidão seu interesse pode ser explicado por causa de dois fatores:
1º) O interesse em aumentar o consumo de seus produtos no Brasil. Os negros libertos tornariam-se aptos à comprarem os produtos industrializados ingleses.
2º) O interesse em manter os africanos trabalhando nas plantações de algodão e nas minas de diamantes que possuíam no continente africano.
Lei Bill Aberdeen
A Inglaterra, no decorrer do tempo foi aumentando a pressão para que o Brasil libertasse seus escravos esse fato pode ser percebido nas leis impostas pela Inglaterra:
1810 – Os ingleses fizeram o governo português no Brasil a se comprometerem a abolir o comércio de escravos.
1827 – A Inglaterra exige que o Brasil deixe de comprar escravos no prazo de três anos.
1845 – A Inglaterra declara guerra ao tráfico. Sua marinha recebeu autorização de bombardear os navios que transportassem escravos. A lei foi denominada “Bill Aberdeen”.
Abolição Gradativa
Devido as pressões internas e externas contra a escravidão, o Brasil necessitava abolir o tráfico e a própria escravidão, porém não a executou de uma só vez, mas de forma gradativa, como pode-se verificar pelas leis que foram sendo regulamentadas:
Lei 581 (Eusébio de Queiros) – 04.09.1850 - Lei que extinguia o tráfico negreiro, mas não o trabalho escravo. Além disso, ainda continuou a existir a entrada de africanos no país pelo contrabando, intensificando-se o tráfico interno.
É importante salientar que os recursos aplicados na comercialização de escravos foram aplicados em novos empreendimentos.
Lei 2.040 (Lei do Ventre Livre) 28.09.1871 – Lei que estabelecia a liberdade para os escravos nascidos a partir de sua aprovação, mas que na prática, os mantinha cativos até os 21 anos.
O parágrafo 1ª dessa lei afirma que os filhos menores ficarão em poder e sob a autoridade dos senhores de suas mães, os quais terão obrigação de criá-los e tratá-los até a idade de oito anos completos. Chegando o filho da escrava a esta idae, o senhor da mãe terá a opção, ou de receber do Estado a indenização de 600$000, ou de utilizar-se dos serviços do menor até a idade de 21 anos completos.
Lei 3.270 (Lei dos Sexagenários ou Lei Saraiva-Cotegipe) 0 28.09.1885 – Lei que estabelecia a liberdade para os escravos a partir dos 65 anos. Porém, convém lembrar que eram poucos aqueles que atingiam esta idade e os que conseguiam não tinham meios para subsistir após a libertação.
O Artigo 3ª afirma que são libertos os escravos de 60 anos de idade, completos antes e depois da data em que entrar em execução esta lei, ficando, porém, obrigados a título de indenização pela sua alforria, a prestar serviços a seus ex-senhores pelo espaço de três anos. Os maiores de 65 anos não estão sujeitos aos iludidos serviços.
13 de maio de 1888 – Em dado momento da história, a escravidão tornou-se insustentável pelas pressões que vinham de todos os lados, dessa maneira era foi abolida no ano de 1888.
A Lei Áurea de assinada pela princesa Isabel, regente do Brasil, em 13 de maio de 1888 abolindo definitivamente a escravidão do Brasil. Segue abaixo o texto contendo a lei assinada pela princesa Isabel:
Lei 3.353 de 13 de Maio de 1888 Declara Extinta A Escravidão no Brasil
A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua Majestade o Imperador, o senhor D. Pedro II faz saber a todos os súditos do Império que a Assembléia Geral decretou e Ela sancionou a Lei seguinte:
Art 1o - É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil.
Art 2o - Revogam-se as disposições em contrário.
Deve-se lembrar que a referida lei extinguia a escravidão, sem estabelecer mecanismos de integração dos ex-escravos, o que os marginalizava no mercado de trabalho e na sociedade brasileira.
Introdução
Nas primeiras décadas do século XIX algumas personalidades se pronunciaram contra a escravidão, mas não eram ouvidas, porém após a Guerra do Paraguai a sociedade assumiu posições abolicionistas.
Guerra do Paraguai
A Guerra do Paraguai foi fundamental para a mudança de posição em relação a escravidão isso deveu-se a fatores, como:
- a participação dos negros na Guerra do Paraguai;
- a bravura demonstrada por eles nas batalhas.
Ampliação de mercados consumidores
A classe média (industriais e comerciantes) tornaram-se a favor da abolição da escravatura, porque viam nisso a possibilidade de ampliação dos mercados consumidores, pois acreditavam que o assalariamento dos negros libertos os tornariam consumidores.
Café do Oeste Paulista
A cultura do café foi implantada no Brasil durante o segundo império e sempre utilizou mão-de-obra escrava. Porém uma experiência inovadora no Oeste Paulista irá mudar esse panorama.
Os cafeicultores do Oeste de São Paulo estavam utilizando mão-de-obra livre e com isso obtiam mais lucros, o imigrante que vinha trabalhar na cultura de café recebia seu salário por empreitada e assim empenhava-se mais no plantio e colheita do café.
Escravo prejudicial para uma economia moderna
Além dos fatores já citados, deve-se ter em mente que a escravidão era prejudicial para uma economia que estava enfrentando um processo de modernização e dinamização.
Pressões externas contra a escravidão
A escravidão enfrentava, pressões externas, principalmente da Inglaterra para que ocorresse a libertação dos escravos.
Pressões da Inglaterra
A Inglaterra, uma das nações mais poderosas da época, era a que mais pressionava o Brasil para abolir a escravidão seu interesse pode ser explicado por causa de dois fatores:
1º) O interesse em aumentar o consumo de seus produtos no Brasil. Os negros libertos tornariam-se aptos à comprarem os produtos industrializados ingleses.
2º) O interesse em manter os africanos trabalhando nas plantações de algodão e nas minas de diamantes que possuíam no continente africano.
Lei Bill Aberdeen
A Inglaterra, no decorrer do tempo foi aumentando a pressão para que o Brasil libertasse seus escravos esse fato pode ser percebido nas leis impostas pela Inglaterra:
1810 – Os ingleses fizeram o governo português no Brasil a se comprometerem a abolir o comércio de escravos.
1827 – A Inglaterra exige que o Brasil deixe de comprar escravos no prazo de três anos.
1845 – A Inglaterra declara guerra ao tráfico. Sua marinha recebeu autorização de bombardear os navios que transportassem escravos. A lei foi denominada “Bill Aberdeen”.
Abolição Gradativa
Devido as pressões internas e externas contra a escravidão, o Brasil necessitava abolir o tráfico e a própria escravidão, porém não a executou de uma só vez, mas de forma gradativa, como pode-se verificar pelas leis que foram sendo regulamentadas:
Lei 581 (Eusébio de Queiros) – 04.09.1850 - Lei que extinguia o tráfico negreiro, mas não o trabalho escravo. Além disso, ainda continuou a existir a entrada de africanos no país pelo contrabando, intensificando-se o tráfico interno.
É importante salientar que os recursos aplicados na comercialização de escravos foram aplicados em novos empreendimentos.
Lei 2.040 (Lei do Ventre Livre) 28.09.1871 – Lei que estabelecia a liberdade para os escravos nascidos a partir de sua aprovação, mas que na prática, os mantinha cativos até os 21 anos.
O parágrafo 1ª dessa lei afirma que os filhos menores ficarão em poder e sob a autoridade dos senhores de suas mães, os quais terão obrigação de criá-los e tratá-los até a idade de oito anos completos. Chegando o filho da escrava a esta idae, o senhor da mãe terá a opção, ou de receber do Estado a indenização de 600$000, ou de utilizar-se dos serviços do menor até a idade de 21 anos completos.
Lei 3.270 (Lei dos Sexagenários ou Lei Saraiva-Cotegipe) 0 28.09.1885 – Lei que estabelecia a liberdade para os escravos a partir dos 65 anos. Porém, convém lembrar que eram poucos aqueles que atingiam esta idade e os que conseguiam não tinham meios para subsistir após a libertação.
O Artigo 3ª afirma que são libertos os escravos de 60 anos de idade, completos antes e depois da data em que entrar em execução esta lei, ficando, porém, obrigados a título de indenização pela sua alforria, a prestar serviços a seus ex-senhores pelo espaço de três anos. Os maiores de 65 anos não estão sujeitos aos iludidos serviços.
13 de maio de 1888 – Em dado momento da história, a escravidão tornou-se insustentável pelas pressões que vinham de todos os lados, dessa maneira era foi abolida no ano de 1888.
A Lei Áurea de assinada pela princesa Isabel, regente do Brasil, em 13 de maio de 1888 abolindo definitivamente a escravidão do Brasil. Segue abaixo o texto contendo a lei assinada pela princesa Isabel:
Lei 3.353 de 13 de Maio de 1888 Declara Extinta A Escravidão no Brasil
A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua Majestade o Imperador, o senhor D. Pedro II faz saber a todos os súditos do Império que a Assembléia Geral decretou e Ela sancionou a Lei seguinte:
Art 1o - É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil.
Art 2o - Revogam-se as disposições em contrário.
Deve-se lembrar que a referida lei extinguia a escravidão, sem estabelecer mecanismos de integração dos ex-escravos, o que os marginalizava no mercado de trabalho e na sociedade brasileira.
segunda guerra mundial
Segunda Guerra Mundial (1939-1945)
Principais Causas da Guerra
a-) O Tratado de Versalhes: Os alemães consideraram as imposições duras e humilhantes.
b-) Expansionismo Alemão: Na tentativa de criar um espaço vital (Reich - Império) de que os alemães teriam direito como povo superior. Hitler inicia uma série de invasões.
Recuo da França e Inglaterra
A França e a Inglaterra diante das violações do Tratado de Versalhes recuam e não tomam nenhuma medida para “brecar” a Alemanha.
Motivos:
Receio de uma nova guerra de âmbito mundial.
Problemas internos franceses: A França estava dividida por causa de conflitos internos entre os partidos de orientação marxista e as forças tradicionais burguesas que se mostraram simpatizantes ao Fascismo.
A Inglaterra e a França sabiam que estavam despreparadas para uma nova guerra.
Política de Apaziguamento
Os franceses e ingleses adotaram uma política de apaziguamento que consistia em ceder as violações da Alemanha, na esperança que Hitler, estando satisfeito, não arrastasse a Europa para outra guerra mundial. Essa política não funcionou como se esperava, porque a Alemanha tornou-se mais forte e o povo alemão mais dedicado ao Fuhrer (líder). Hitler não moderou suas ambições, e os apaziguadores não evitaram a guerra.
Remilitarizacão Alemã
A Alemanha tinha o desejo de realizar seus objetivos consoante a sua política externa de expansão territorial. Assim necessitava de uma formidável máquina militar, por esse motivo iniciou seu rearmamento.
Rompimento do Tratado de Versalhes – 1935
Em marco de 1935, Hitler declara que a Alemanha não se julgava mais obrigada a obedecer ao Tratado de Versalhes.
Principais Medidas
Restabeleceu o recrutamento militar obrigatório.
Construiu uma força aérea
Fortaleceu sua marinha
A França e a Inglaterra não ofereceram nenhuma resistência.
Envio de Tropas Para a Renânia
No dia 07 de Marco de 1936, Hitler envia tropas para a Renânia, violando o Tratado de Versalhes, que exigia a desmilitarização da região. A Renânia era próxima ao Rio Reno e fazia fronteira com França.
A França e a Inglaterra não se importam: afinal estava enviando tropas para seu próprio território.
Criação do Espaço Vital Alemão
Com o intuito de criar o espaço vital, Hitler inicia o expansionismo da Alemanha Nazista.
a-) Anexação da Áustria
Em abril de 1938, a Áustria é anexada a Alemanha sem o disparo de um único tiro. Ele consegue isso, afirmando que os alemães e austríacos formavam um único povo germânico e deviam viver sob comando de um só Estado.
Através de um plebiscito realizado em abril de 1938, Hitler anexa a Áustria a Alemanha. O motivo da facilidade era o fato do nazismo ser muito popular no povo austríaco.
b-) Anexação dos Sudetos
Essa região pertencia a Tchecoslováquia e habitada por 3 milhões de alemães. O governo alemão acusava o governo tcheco de oprimir os cidadãos alemães. O governo tcheco, por sua vez, dizia que as acusações eram pura invenção de Hitler. O que ele queria de verdade era um pretexto para invadir a Tchecoslováquia.
Conferência de Munique
O acordo para a anexação dos sudetos aconteceu na “Conferência de Munique”. Ela contou com a presença da Alemanha, Itália, França e Inglaterra. Os tchecos, principais interessados, foram impedidos de participar da reunião.
Franceses e ingleses decidiram ceder mais uma vez, dentro da política de Apaziguamento, ao pedido de Hitler, pensando que seria a última reivindicação territorial de Hitler, mas erraram.
Invasão da Tchecoslováquia
Seguindo ordens de Hitler, o exército alemão, ocupou os sudetos e o restante da Tchecoslováquia. Desrespeitando o que havia sido combinado na “Conferência de Munique”.
Pacto secreto com a URSS
Em agosto de 1939, a Alemanha assina um pacto secreto com a URSS de não agressão e decidem ocupar a Polônia dividindo-a entre as duas potências. Pouco depois, em setembro, tropas alemãs invadem a Polônia pelo oeste e a URSS pelo leste. Diante do ataque à Polônia, a Inglaterra e a França declaram guerra à Alemanha. Era o início da Segunda guerra Mundial.
Segunda Guerra Mundial – Dividida em Duas Fases
A Segunda Guerra Mundial (1939–1945) envolveu boa parte dos povos do mundo. Os principais choques ocorreram na Europa, no norte da África e no extremo Oriente. Porém a guerra pode ser dividida em duas fases: A guerra na Europa e a guerra no mundo.
Primeira Fase: Guerra na Europa (1939-1941)
Essa fase caracterizou-se pela rápida ofensiva de forças nazistas, chamada Guerra – Relâmpago. Marcada pelo rápido avanço dos tanques blindados, apoiados pela aviação sobre as linhas de defesa adversária e finalmente as tropas de ocupação, consolidando a vitória alemã.
Conquistas Alemãs
Dinamarca (09/04/1940)
Holanda (15/05/1940)
Bélgica (28/05/1940)
Noruega (10/06/1940)
França (14/06/1940)
Entrada da Itália
Após a derrota da França, a Itália entra na guerra ao lado dos alemães.
Entrada dos EUA e URSS – 1941
No ano de 1941, ocorreram dois fatos que mudariam os rumos da guerra:
a-) Entrada da URSS
Rompendo os acordos anteriores, Hitler invade a URSS (22 de junho de 1941). A URSS declara guerra a Alemanha.
b-) Entrada dos EUA
O Japão que apoia a Alemanha e a Itália, ataca a base militar em Pearl Harbor no Oceano Pacífico no dia 08 de dezembro de 1941. Os EUA declaram guerra ao Japão, Itália e Alemanha.
Segunda Fase: Guerra no Mundo (1942-1945)
Com a participação da URSS e dos EUA formaram-se dois grandes em conflito:
a-) Eixo: Alemanha, Itália e Japão.
b-) Aliados: Inglaterra, EUA, URSS, França, Brasil, entre outros.
Invasões da URSS (1941-1942)
No período de 1941-1942, o exército alemão entra em Stalingrado. Nessa cidade ocorreram as mais sangrentas batalhas de toda a guerra. O comando alemão percebeu a enorme dificuldade de prosseguir, mas recebeu ordens diretas de Hitler para não retroceder.
Fim do Mito da Invencibilidade Alemã
A partir de 19 de novembro de 1942, iniciou-se uma grande ofensiva do exército soviético que terminou com a rendição das tropas alemãs em fevereiro de 1943. Pela primeira vez, desde o início da guerra, tropas alemãs foram obrigadas a se render.
A batalha de Stalingrado colocava fim ao mito da invencibilidade alemã. Aqui começa a derrota da Alemanha nazista.
A partir de Stalingrado, os soviéticos foram conquistando, um por um, os países antes controlados pelos nazistas. Os soviéticos foram os primeiros no final da guerra a entrar vitoriosamente em Berlim.
Bombardeio Aliado Sobre a Alemanha
A partir de 1942, os aliados iniciaram uma série de bombardeios sobre as grandes cidades alemãs. Esses bombardeios intensificaram-se até 1945. Aos poucos, os aliados destruíram as reservas de combustível e as redes de comunicações deixando os tanques, aviões e carros sem combustível e impossibilitou as tropas alemãs se comunicar.
O Dia D e a Rendição Alemã
Uma grande ofensiva foi cuidadosamente planejada pelos aliados, o chamado dia “D”. (Na terminologia militar, significa a data escolhida para a realização de uma operação, como por exemplo, o ataque a forças inimigas).
Dia “D” – Desembarque na Normandia
No dia 06 de junho de 1944, as tropas aliadas desembarcaram na Normandia (França) e fizeram o mais forte ataque contra as tropas alemãs. Esse dia ficou conhecido como o dia “D”.
Os nazistas resistiram com todo poder bélico, inclusive recrutando crianças e mulheres para lutar contra os aliados.
Dia da Vitória na Europa
Finalmente no dia 08 de maio de 1945, deu-se a completa rendição da Alemanha. Esse é considerado o dia da vitória na Europa.
A Bomba – Atômica e a Rendição Japonesa
No Extremo Oriente, a guerra prosseguiu por mais quatro meses, até a rendição do Japão, em setembro de 1945.
Os EUA que desde o ataque de Pearl Harbor (1941), vinham combatendo os japoneses desferiram o golpe definitivo em agosto de 1945. Numa demonstração do seu poder militar ao mundo lançaram duas bombas atômicas em território japonês: a primeira em Hiroshima e a segunda em Nagasaki.
Nas duas cidades morreram, instantaneamente cerca de 200 mil pessoas. Depois milhares morreram em consequência da radiação.
Bomba Atômica – Crime de Guerra
O presidente dos EUA Harry Truman afirmou que as bombas foram utilizadas para apressar a rendição dos japoneses. Entretanto para muitos analistas, o uso da bomba no Japão, foi um crime de guerra destinado a impressionar a URSS e a marcar sua força política, tendo em vista a nova ordem internacional do pós-guerra.
As vítimas do conflito
A brutalidade da guerra provocou a morte de milhões de pessoas, entre militares e civis. O resultado final do conflito foi estimado em:
- 55 milhões de mortos
- 35 milhões de feridos
- 20 milhões de órfãos
- 190 milhões de refugiados.
Aproximadamente 6 milhões de judeus foram exterminados pelos nazistas nos vários campos de concentração.
Tribunal em Nuremberg
Entre os anos de 1945 e 1946, instalou-se na cidade de Nuremberg um tribunal militar internacional que condenou os principais líderes nazistas, por crimes contra humanidade. Onze deles foram condenados à morte por enforcamento.
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